13 novembro 2007

Comunicado do PSD Graciosa sobre o projecto do Museu da Graciosa

COMUNICADO

O PSD Graciosa tomou conhecimento do novo projecto de ampliação e requalificação do Museu da Graciosa em Santa Cruz.

Convém começar por esclarecer que o PSD Graciosa dará sempre parecer positivo a obras que venham melhorar a vida dos Graciosenses, e que venham engrandecer a memória colectiva da ilha, como é o caso do nosso Museu.

Assim é no caso de ampliação e requalificação do Museu da Graciosa, que consideramos ser uma obra necessária para a nossa ilha e uma mais valia para os Graciosenses.

Contudo, o que nos é proposto pela Direcção Regional da Cultura trata-se de construir, um novo edifício, no centro histórico e classificado da Vila de Santa Cruz da Graciosa, edifício esse que, como assume a Direcção Regional da Cultura, rompe com a tradição, causa um significativo impacto visual e será uma obra significativa da arquitectura contemporânea.

Ora, esta situação, proposta pela entidade que zela pela correcta aplicação da legislação sobre a classificação da Vila de Santa Cruz (Decreto Legislativo Regional n.º 10/88/A de 30-03-1988), vem contrariar todo aquele normativo legal, fazendo tábua rasa do que tem sido a imposição de regras a todos os Graciosenses que querem fazer obras na Vila de Santa Cruz e que tantas dores de cabeça lhes causam.

É que, segundo a legislação que a Direcção Regional da Cultura impõe em Santa Cruz, "não poderão ser efectuadas (…) quaisquer obras que alterem ou prejudiquem as suas características históricas e formais, nomeadamente o traçado viário, a configuração e materiais dos edifícios, árvores e jardins, lagos, fontanários e tanques, calçadas, muros e vedações, incluindo bancos e banquetas, linha costeira, incluindo paredões, e, em geral, a sua configuração topográfica".

E assim tem sido ao longo de quase 20 anos em nome do desenvolvimento sustentável e da preservação da identidade cultural da Vila de Santa Cruz.

O PSD Graciosa não pode deixar de mostrar a sua surpresa e frontal oposição a que, no centro da Vila de Santa Cruz, seja a própria Direcção Regional da Cultura que promova o completo desrespeito por uma lei que a todos é imposta sem excepção.

A lei é igual para todos.

Independentemente do bom ou mau gosto do projecto para o novo museu, o que está em causa é o precedente que será aberto pela Direcção Regional da Cultura, que permitirá no futuro que qualquer forma arquitectónica tenha de ter igual tratamento, levando à completa e inadmissível descaracterização do centro histórico da Vila de Santa Cruz.

O PSD Graciosa entende que deve ser fornecido à Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa um exemplar do projecto proposto para que esta entidade se pronuncie nos termos da Lei.

Entende também o PSD Graciosa que se torna indispensável que a Junta de Freguesia de Santa Cruz venha, publicamente, anunciar se concorda com esta proposta.

Santa Cruz da Graciosa, 13 de Novembro de 2007

Pela CPI do PPD/PSD

João Costa – Presidente

12 novembro 2007

Uma mão cheia de nada.


O Governo de Carlos César comemorou, na passada sexta-feira, 11 anos desde que está no poder.



Volvidos 11 anos de governação de César e do PS, eis-nos chegados a mais um quadro comunitário de apoio à nossa economia.




Depois de milhares de milhões de euros enviados da Europa para os Açores, fico com a sensação de que algo de muito grave se deve ter passado para assistirmos a esta ausência de resultados das políticas, das obras, dos subsídios e do esbanjar.




Há 11 anos, a maioria dos Açorianos, e mais recentemente, a maioria dos Graciosenses encheu-se de esperanças e de expectativas sobre o futuro da sua terra e dos seus filhos.




Passados 11 anos, ninguém consegue esconder este sentimento de frustração, de desilusão e de autêntica traição sobre o que seria espectável relativamente à nossa evolução, ao nosso progresso, ao nosso aproximar com a Europa.




Muitos Graciosenses interrogam-se como foi possível ter tanto dinheiro, tantas condições de governo, com estabilidade e legislaturas completas, aliás, somos mesmo das regiões do mundo onde os governos cumprem na íntegra uma legislatura, mas não obtivemos resposta aos nossos mais elementares anseios de criação de riqueza e de modernidade.




A Graciosa tem apetências para tornar a vida dos Graciosenses mais aliciante e de maior progresso. É comum ouvirmos os representantes do Governo desculparem-se com fatalismos. É comum dizerem que é tudo muito difícil, é tudo muito complicado. É difícil fazer horários do Serviço Açoriano de Transportes Aéreos (alguns até esqueceram este nome), é complicado ter barcos e serviço de transporte marítimo, enfim, é tudo fatalismo e consternação.




Se olharmos bem no fundo das expectativas criadas aos Graciosenses nos últimos 11 anos, temos de ser consequentes e concluir que hoje há uma grande decepção para com os nossos governantes e para com o esquecimento a que nos votaram.




Dentro em breve serão apresentados mais um plano e orçamento regionais. Este ano, a verba da Graciosa aumenta para cerca de 25 milhões de euros. Certamente que vamos ouvir maravilhas sobre o dinheiro que vai ser anunciado para o próximo ano. Curiosamente em ano de eleições. Mas sejamos claros e sejamos objectivos. Lembram-se de como foram apresentados os últimos planos e orçamentos regionais no que diz respeito à Graciosa? Grandes apostas, grandes investimentos, grandes expectativas. De ano para ano repetem-se os discursos e repetem-se as promessas. Mas repete-se também a frustração, a decepção e o fatalismo institucional, este sim, lamuriento e deprimente.




Se tivermos o cuidado de somar os investimentos e as verbas dedicadas à Graciosa nos últimos anos e que não chegaram a ver a silhueta desta ilha branca, facilmente se conclui que o plano para o ano de 2008 ainda fica muito aquém do que a Graciosa necessita e do que devemos reivindicar que seja efectivamente feito.




Por outro lado, há vida para além de obras, e não são apenas as obras que empurram a nossa ilha para o lugar de progresso que todos desejamos. Nos últimos 11 anos os Açores não foram capazes de se tornar um lugar de sucesso económico, não foram capazes de sair da cauda do País e da Europa.




Ficamo-nos pelas obras, ainda não suficientes, e não apostamos nas políticas certas para dar o salto que as verbas da Comunidade Europeia impunham que déssemos. Temos uma boa escola, mas continuamos a ter dos piores resultados do país; temos uma fábrica de lacticínios mas a lavoura não vê o seu rendimento aumentar; temos um porto de pescas, ou por outra, havemos de ter, porque desde 2004 que está a ser feito e ainda não dá as condições que os nossos pescadores necessitam; temos um matadouro mas exportamos gado vivo (quando há barco).




E temos a desertificação, os baixos salários, o desemprego, o Rendimento Social de Inserção, a habitação degradada, o maior índice de envelhecimento, a pobreza declarada e a envergonhada e um sorriso nos lábios dos governantes e dos que os representam, para quem tudo está a caminho, tudo vai bem ou menos mal e com a arrogância de quem não tem mais soluções, apresentam uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma!




João Costa

Paisagens




Graciosenses com maus transportes marítimos.

A ilha Graciosa, mais uma vez, ficou com a sua economia lesada, devido ao facto do Navio de Contentores não ter aportado nesta ilha.
As consequências deste facto são lesivas aos Graciosenses e aos seus empresários, uma vez que as mercadorias a bordo do Navio são bens de primeira necessidade e bens para promoção da época natalícia que se aproxima.
Vêem-se também prejudicados com esta situação os agricultores locais que não puderam exportar os seus animais.
Julgo ser falta de responsabilidade dos nossos Governantes deixarem que tal situação aconteça.
Entendo que, após o que se passou este verão, com o transporte de passageiros, e não vale a pena relatar, pois todos conhecem a situação, é inadmissível que esta situação se torne a repetir.
Após no último plenário o Governo ter-se remetido ao silêncio, em vez de responder às perguntas do PSD, só podemos tirar uma conclusão: o Governo não se importa com a Graciosa. Talvez no próximo ano, como é ano de eleições, possamos ter a esperança de ver o nosso problema resolvido; promessas haverão, com certeza, mas os Graciosenses já não acreditam!

Luís Henrique Silva

01 novembro 2007

IV jantar convivio Graciosense 2007.


IV jantar convivio Graciosense 2007.


IV jantar convivio Graciosense 2007.


IV jantar convivio Graciosense 2007.


IV jantar convivio Graciosense 2007.


IV jantar convivio Graciosense 2007.

A Organizacao Graciosa-Ilha Branca, pelo seu quarto ano consecutivo, realizou o "Jantar Convivo Graciosense" no dia 20 de Outubro na Sociedade do Divino Espirito Santo, cidade de Lowel, estado de Mass. pelas 6 horas da tarde. Ficam aqui algumas fotos, gentilmente enviadas, por Rui Vasconcelos, da Organização.