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07 janeiro 2008

Torre de Vigia, escultura de Leonor Pêgo


Um objecto escultórico móvel de exterior. Uma escultura de grande formato, com materiais resistentes mas com características muito especiais que convidam à interacção dos espectadores de todas as idades. Um objecto para ser observado, mexido, vivido, movido. Os espectadores podem movimentar a escultura pois esta tem rodas, podem entrar no seu interior pois tem uma porta, podem espreitar lá para dentro pelas janelas, podem subir ao seu topo pelas escadas e deliciar-se com a vista através de monóculos.Uma torre ambulante de observação… um barco ou um farol…Onde estão as outras ilhas? Onde está a minha casa? Até onde vai este mar? Onde acaba o horizonte?A escultora Leonor Pêgo pretendeu com esta interactividade motivar o observador a sentir a sua própria realidade vivencial de habitante de uma ilha.Escultura dinâmica, para observação da envolvente e para ser observada como peça escultórica objectual com características próprias e presença autónoma.Que pretende dar atenção ao local onde está ancorada e onde pode ser vivida espacial e fisicamente, e ao mesmo tempo abrir fronteiras no horizonte dando uma perspectiva diferente a tudo o que envolve esse lugar particular num raio de 360graus e a uma altura de cerca de 3 metros de altura. Que leve desse lugar o espectador a passear.
Esta escultura pode ser vista no miradouro das Fontinhas em Santa Cruz.

Padrões do Mar, escultura de Volker Schnüttgen.


O meu trabalho escultórico dos últimos anos está caracterizado por uma geometria simples mas com rigor e um alto grau de abstracção. Os temas iconográficos são pórticos, estelas com aberturas como janelas, são padrões de granito, pequenas arquitecturas em ferro ou madeira.A complexidade dos significados dos lugares – tanto no sentido paisagístico, histórico como arquitectónico – é o tema saliente da minha concepção. Procuro com as esculturas escolhidas o enquadramento dentro de um determinado lugar, valorizando a sua beleza natural. A função da escultura pode-se entender simbolicamente como uma entidade na defesa da natureza e do património.O meu objectivo é que estas obras (Eckstein III, na fotografia; Escada Monolitica I; Escada Monolitica II e Castelo II) entrem em diálogo com o local – margem entre terra e mar – abrindo janelas para o horizonte. As aberturas geométricas e austeras das esculturas entram em contraste com a movimentação eterna do mar, formam molduras da paisagem. As peças deveriam marcar os principais vértices topográficos do rochedo ou os eixos dos caminhos, os blocos de granito podem ser lidos como menhires, cromoleques, ou padrões contemporâneos, pórticos do mar, do sol e do vento, a entrada para o paraíso ou inferno…
Esta escultura pode ser vista na cais da calheta, em Santa Cruz da Graciosa.