15 março 2008

Programa da visita do Governo à Ilha Graciosa

Ponta Delgada, 13 de Março de 2008 - Programa da visita estatutária do Governo à ilha Graciosa

SEGUNDA-FEIRA, DIA 17 MARÇO

ACTIVIDADES DO PRESIDENTE DO GOVERNO

09H10 - Partida do presidente do Governo do Aeroporto “João Paulo II” de Ponta Delgada no voo SP 254, com escala nas Lajes, e chegada à Graciosa 11 horas.

11H30 - O presidente do Governo reúne-se, na Biblioteca Municipal, em Santa Cruz, com o Conselho de Administração da SATA, participando, depois, numa conferência de imprensa.

12H30 - O presidente do Governo visita, no lugar da Barra, freguesia de Santa Cruz, as obras de construção do Hotel da Graciosa.

15H15 – O presidente do Governo preside, no Museu de Santa Cruz, à sessão de apresentação do projecto do novo Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa.

16H00 – O presidente do Governo preside à reunião, na Escola Básica Integrada e Secundária de Santa Cruz, do Governo com o Conselho de Ilha.

17H30- O presidente do Governo preside, na Biblioteca Municipal, à reunião do Conselho do Governo.

ACTIVIDADES DOS OUTROS MEMBROS DO GOVERNO

11H30 – Os secretários regionais da Educação e Ciência e dos Assuntos Sociais e a assessora do presidente do Governo para os Assuntos Sociais reúnem-se, na Escola Básica Integrada e Secundária de Santa Cruz, com a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco da Graciosa.

- A secretária regional do Ambiente e do Mar preside, no Centro Cultural da Graciosa, à apresentação do diploma de criação do Parque Natural da Graciosa.

- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se, na sede da Associação de Agricultores da Graciosa (Barro Branco, 3, Santa Cruz), com dirigentes das associações de Agricultores e de Jovens Agricultores da Graciosa, assinando, depois, um protocolo de cooperação.

12H00 – O secretário regional da Habitação e Equipamentos visita, em Santa Cruz, o quartel dos Bombeiros Voluntários da Graciosa.

- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa, com a Associação Equestre Graciosense

13H00 - Almoço ligeiro reservado ao Governo, comitiva e jornalistas no restaurante “APOLO 80”.

14H30 - O secretário regional dos Assuntos Sociais visita, na Praia, o lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Graciosa, seguindo-se uma visita às residências destinadas aos idosos, que serão remodeladas.

- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se, nos Serviços de Desenvolvimento Agrário, com produtores de leite para abordar o “Programa Experimental de Transferência de Embriões em Bovinos na Ilha Graciosa” e assinatura de protocolos.

14H45 - O secretário regional da Habitação e Equipamentos visita as obras de electrificação do Túnel da Caldeira, na freguesia de São Mateus.

15H00 - O secretário regional da Economia reúne-se, no Porto da Barra, com dirigentes do Clube Naval da Ilha Graciosa.

- A secretária regional do Ambiente e do Mar apresenta, no Centro Cultural da Graciosa, a solução encontrada para melhorar a acessibilidade do Degredo e protecção da orla marítima.

15H30 - O secretário regional da Habitação e Equipamentos visita o troço Pedras Brancas/Limeira da Estrada Regional n.º 3-2.ª (Pedras Brancas, freguesia de S. Mateus).


TERÇA-FEIRA, DIA 18 DE MARÇO

ACTIVIDADES DO PRESIDENTE DO GOVERNO

10H00 - O presidente do Governo preside à cerimónia de colocação da 1ª pedra da empreitada de construção de casas de aprestos e de um edifício de apoio no porto de pescas da Praia seguida de visita à obra de ampliação do porto comercial.

11H00 - O presidente do Governo visita as instalações provisórias da creche da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz da Graciosa e o terreno onde será o novo edifício para creche, jardim-de-infância e centro de actividades ocupacionais para deficientes. (Avenida Mouzinho de Albuquerque, 46).

12H00 - O presidente do Governo preside, na Furna do Enxofre, à cerimónia de consignação da empreitada de construção do Centro de Apoio aos Visitantes da Furna do Enxofre.

17H40 – Partida do presidente do Governo num voo da SATA com escala nas Lajes e chegada a Ponta Delgada às 19:40 horas.

ACTIVIDADES DOS OUTROS MEMBROS DO GOVERNO

09H00- O secretário regional da Educação e Ciência visita à Escola Básica Integrada/S da Graciosa e reúne-se com os órgãos de gestão respectivos.

- O secretário regional dos Assuntos Sociais reúne-se com o Conselho de Administração do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa, nas instalações desta unidade de saúde.

- O secretário regional da Agricultura e Florestas visita o Parque Florestal da Caldeira

09H30- O secretário regional da Habitação e Equipamentos visita, na Freguesia da Luz, uma moradia recuperada no âmbito do programa de habitação degradada (Rua da Igreja, 31)

- A secretária regional do Ambiente e do Mar apresenta, no Barro Vermelho, o projecto do acesso pedonal à zona balnear do Barro Vermelho.

10H00 – Os secretários regionais dos Assuntos Sociais e da Habitação e Equipamentos reúnem-se, no Gaudalupe, com a Direcção da Irmandade do Espírito Santo de N.ª Sr.ª da Esperança, visitando, depois, as instalações da instituição.

- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se, nas instalações da cooperativa, com a Direcção da Adega e Cooperativa Agrícola da Ilha Graciosa.

10H30 - O secretário regional da Economia participa, no Museu de Santa Cruz, na sessão de apresentação da nova imagem promocional do artesanato dos Açores.

11H00 - O subsecretário regional das Pescas reúne-se, na Casa do Povo da Praia (freguesia de S. Mateus) com a Associação de Pescadores Graciosenses.

11H30 – O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se, no Serviço de Desenvolvimento Agrário, com a Direcção da Cooperativa de Lacticínios.

12H30 - Almoço ligeiro reservado ao Governo, comitiva e jornalistas no restaurante “APOLO 80”.

15H00 - O secretário regional da Economia participa, na Biblioteca Municipal de Santa Cruz, na sessão pública de divulgação dos Sistemas de Incentivos Regionais.

16H00 – O secretário regional da Presidência apresenta, na Biblioteca Municipal de Santa Cruz, o comunicado do Conselho do Governo.

GaCS/AP

05 março 2008

Repórteres de ilha

Recentemente o Director da RTP Açores foi ao Parlamento Regional para falar da sua missão e da sua televisão.

De acordo com o relatório apresentado pela comissão parlamentar que o ouviu, o Director da TV do Estado "reafirmou a sua aposta na generalização da cobertura de todas as parcelas do arquipélago, através dos "repórteres de ilha" (…)"

Certamente que muito haverá a dizer e a "mexer" na RTP Açores, na sua programação e na sua "orientação" jornalística, que se quer de isenção, pautada pela distribuição equitativa dos "tempos de antena" entre governo e oposições.

Mas esta questão da cobertura regional, conceito pilar da génese da RTP dos Açores, deve ter um tratamento célere, ambicioso e pragmático, sob pena de vermos a "nossa" televisão acabar.

Nos últimos tempos tem sido bastante controversa na Graciosa a cobertura jornalístico-televisiva que a RTP Açores faz deste pedaço da Região.

Muitas são as queixas, algumas das quais bastante assertivas.

Na verdade, muitos são os Graciosenses, aos quais me associo, que se revoltam com a presença intermitente da ilha Graciosa no pequeno ecrã.

É que este pequeno ecrã é grande na sede noticiosa dos nossos emigrados, nos nossos familiares que de longe gostam de saber o que por cá se passa e, não descurando, no potencial promocional desta ilha atlântica, rural e preservada, tão justamente votada, RESERVA DA BIOSFERA.

Estranham todos, por todo o mundo, que não apareça mais Graciosa na nossa televisão. Por cá nada se passa? Perguntam com argúcia.

Fixo-me portanto nesta aposta do Sr. Director da RTP Açores. Esta vontade demonstrada de versar pela diversidade do todo regional, onde a Graciosa, certamente como as restantes, tem muito para dar e para mostrar, mas que não vê o seu potencial noticioso, de divulgação ou de promoção correctamente explorado.

Por vezes pergunto-me, vendo pelo caso Graciosense, e olhando à minha volta por esse arquipélago fora, se uma RTP Açores terá tamanho para tantos Açores, para tanta erupção de cultura, de tradições, de saberes e de notícias

É pois nessa imensidão de motivos que, volta e meia, esbarro nessa RTPA que vamos tendo, nessa falta que nos faz ver mais do que somos, conhecer melhor quem nos rodeia, e dar a conhecer como nos materializamos.

Por isso vejo esta necessidade como um desígnio da nossa televisão.

 As casas começam a fazer-se pela base e culminam no telhado. A base destes Açores são as suas nove ilhas, nenhuma está dispensada.

Acredito que a despesa seja grande e que o provento seja menor, mas essa nunca pode ser a dialéctica da nossa televisão, como não o pode ser para os transportes ou para o acesso à justiça de que agora também se fala.

Na nossa televisão são fundamentais os repórteres de ilha, e são fundamentais a tempo inteiro.

A Graciosa tem um repórter cujo trabalho é reconhecido mas que está subaproveitado.

Não será viável ter uma televisão regional com repórteres em par-time, sem vínculo à casa, e sem perspectivas de futuro. Isto não vai lá com menos que isso e é imperioso que a Graciosa, como as restantes, conte com um repórter a tempo inteiro, pago condignamente e não "à peça", para que possamos ver espelhada na televisão dos Açores, os Açores de corpo inteiro.

 

João Costa

 

Burgalhau

04 março 2008

VISITAS ESTATUTÁRIAS

( Texto de um dos programas "Pensamentos" na Rádio Graciosa. Este, sobre as visitas estatutárias, foi para o "ar" em 04/02/2004 mas creio-o ainda actual)
 

 

O Estatuto político-administrativo dos Açores diz-nos no seu artigo 66º o seguinte:

 

Visitas obrigatórias do Governo Regional

 

1. - 0 Governo Regional visitará cada uma das ilhas da Região pelo menos uma vez por ano.

 

2. - Por ocasião de uma das visitas referidas no número anterior, o Conselho do Governo reunirá na ilha visitada.

 

 

Ora bem, o n.º 1 deste artigo fala num limite mínimo para as deslocações obrigatórias do Governo a cada uma das ilhas dos Açores, já o n.º 2 deste artigo obriga a que se realize na ilha visitada um Conselho de Governo.

 

A experiência de autonomia regional ensinou que na aplicação do conceito de visita estatutária a que se refere o citado artigo 66º se regule sempre pelo mínimo. Não há memória, pelo menos minha, de que o Governo tenha visitado num ano, por mais de uma vez a ilha Graciosa. Assim, apesar de, esporadicamente, termos conhecimento de que este ou aquele governante vem à ilha Graciosa, o Governo, enquanto tal, apenas nos visita uma vez por ano. No fundo, o Governo apenas faz cumprir a sua obrigação legal, daí que o conceito exposto neste artigo 66º seja um conceito intitulado de visita estatutária.

 

Mas vamos lá ver esta situação em termos mais vastos. O Governo visita a Graciosa porque a isso é obrigado por lei, porque, se nunca se viu necessidade de visitar a Graciosa mais do que as vezes a que o estatuto obriga, e que é uma, imagino que se o estatuto nada dissesse quanto a visitas às ilhas, o Governo levaria anos para cá pôr os pés.

Quando se analisa a questão de existir uma obrigatoriedade de visitar uma ilha por parte do Governo, surge a ideia de uma visita forçada, imposta, obrigatória e, não raras vezes, cosmética.

Na realidade estas visitas estatutárias funcionam quase como se de uma medida de coacção se tratasse. Tipo, medida de apresentação periódica ou coisa parecida.

A meu ver, este normativo estatutário enferma daquilo que se pode designar como "complexo de autonomia degenerativa", e que quer somente dizer que persistem ideias referentes à governação dos Açores que se alicerçam em temores autonomistas desenfreados e disfunções no conceito de governação de um arquipélago, composto, por nove ilhas.

Na realidade, e na prática, aquilo a que nós assistimos anualmente é à vinda do Governo Regional à ilha Graciosa, num fim-de-semana, ou em um ou dois dias, com passeios pelas obras em curso e reunião das que permanecem em concurso, e uma reunião do conselho do Governo, onde se decidem umas medidas de oportunidade ou de necessidade premente.

Ora, esta situação tem levado a que nunca se possa falar na efectivação de um desenvolvimento harmonioso da Região com seriedade e verdadeira vontade de o almejar.

Nós não precisamos de decisões do Governo só quando este por cá passa, e nós não podemos trabalhar um ano inteiro à espera de uma visita que venha esconder alguns problemas que persistem, e subsistem, antes e depois daquela ter lugar.

Por outro lado, não posso deixar de criticar que, aquando da presença do Governo na ilha Graciosa, alguns se preocupem em estender um tapete vermelho e com isso escondam os buracos na passagem dos governantes. Isso não é leal para com os Graciosenses, pois o Governo vai-se embora, arruma-se o tapete e os buracos ficam para nós.

 

Além disso, temos assistido, nos últimos anos a visitas, do Governo que mais não são do que propaganda e partidarização da actividade Governativa. Isso não é salutar por parte de quem nos visita. Não é salutar, nem vem ao encontro dos ensejos e direitos dos Graciosenses.

 

Mas então qual é a alternativa? Qual a solução?, se o Governo só visita a Graciosa porque a isso é obrigado, se acabarmos com a obrigação, eles não põem cá mais os pés.

 

O que me parece essencial é que as visitas sejam em moldes de genuína preocupação em desenvolver a ilha Graciosa, em resolver os assuntos que permanecem sem solução, em criar nos Açores um verdadeiro desenvolvimento harmonioso.

 

Pode-se até perguntar: Mas como é que o Governo pode saber o que nos faz falta, o que nos perturba se não nos visita?

E acham que por o Governo vir "obrigado" à ilha Graciosa, os seus ouvidos vêm mais abertos ou a sua preocupação é maior? Parece-me que não.

 

A solução para uma governação que vá ao encontro ao propalado desenvolvimento harmonioso passa pela descentralização e pela representatividade.

Descentralização é sinónimo de transferência de competências. Quanto à representatividade esta deve ser vista quer em termos de representação fora da Graciosa pelos seus eleitos, quer pela representação do Governo na nossa ilha.

E sobre a representação do Governo na ilha Graciosa temos muito que pensar. É que já não acredito que alguém possa seriamente defender o modelo actual. Essa será matéria para outros pensamentos.

 

João Costa

 

Burgalhau

 

 

29 fevereiro 2008

UNS TANTO OUTROS NADA

Mais uma vez quero falar-vos sobre transportes, e falarei tantas quantas vezes necessárias até que a situação se altere.
Gostava de vos contar que, para ir para o Faial dia 18 de Fevereiro, tive de ir via Terceira/Ponta Delgada/Faial, com um custo de 245.97€.
O mais caricato foi o facto do voo Ponta Delgada/Horta levar a bordo 13 passageiros e ser o terceiro voo do dia que dava ligação ao Faial a partir de São Miguel. Engraçado também foi o facto de nesse mesmo dia o voo da Graciosa ter vindo cheio, ficando passageiros atrás e, outros não vieram à Graciosa naquele fim-de-semana por falta de disponibilidade de reserva na SATA.
Esta é uma situação que faz prova de que só tem boas ligações aéreas quem o Governo quer e não quem necessita delas.
É caso para referir que, como dizia a canção “até que a voz me doa”, hei-de denunciar estas situações de descriminação que existem para com a Graciosa e os Graciosenses.
Pergunto onde anda o Governo e a Administração da SATA.

Santa Cruz da Graciosa, 29 de Fevereiro de 2008

Luís Henrique Silva

Intervenção de Leopoldo Moniz no Congresso de Economia da Graciosa

CONGRESSO DE ECONOMIA
A Ilha Graciosa e os desafios do desenvolvimento no século XXI
Data: 21 a 26 Fevereiro 2008
Alto Patrocínio de sua Excelência o Presidente da Republica
Dia 23 de Fevereiro 2008
Local: Centro Cultural da Ilha Graciosa - AÇORES
Palestra: «Turismo em Espaço Rural na Ilha Graciosa»
Leopoldo de Vasconcelos Moniz, Empresário Agrícola
«Apresento, em primeiro lugar, felicitações sinceras aos organizadores deste Congresso de Economia.
Os meus agradecimentos, desde logo, aos presentes, senhoras e senhores, que se dignaram deslocar até ao Centro Cultural da Ilha Graciosa.
São aliciantes as matérias que constituem o Programa do Congresso de Economia sobre a Ilha Graciosa no século XXI.
Os desafios postos obrigam a pensar e a agir correctamente apesar da grande complexidade existente.
Ninguém pensará - seria ambicioso supô-lo, que os problemas presentes e futuros, ao serem apresentados , encontrarão, facilmente uma solução viável, fundamentada e sustentável.
Neste momento, interessa, sobretudo, apresentar e desenvolver ideias – força.
Como simples interprete de um grupo de empresários, que estão ou pretendem estar ligados à oferta turística, coube-me dirigir-vos algumas palavras sobre Turismo em Espaço Rural.
A oferta turística é composta por todos os elementos naturais e por aqueles que foram construídos pelo homem em cada destino turístico.
A Ilha Graciosa, pequena e baixa, de formato oval e de uma beleza singular, ocupa uma área de cerca de sessenta e um km quadrados. Como destino turístico, ela oferece potencialidades naturais, interessantes e valiosas.
Faz pouco tempo, foi classificada pela UNESCO como ilha protegida, pólo com estatuto de biodiversidade.
1
Ainda sobre o tema em apreço, o Turismo no Espaço Rural (TER) surge como uma das soluções para a crise económica e social de aglomerados rurais.
Entre as modalidades de turismo, cumpre-me distinguir, a par, certo turismo de habitação, abrangendo casas apalaçadas, casas rústicas antigas, casas de quintas e pomares, com cariz agrícola.
A modalidade de Agro - turismo (AT) consta do exercício de actividade turísticas específica, habitando o turista na casa do próprio agricultor ou próximo dela. Há uma integração, convivência, na exploração rural.
Ela é realizada, sobretudo, com a participação dos turistas nos trabalhos hortícolas, pomícolas e outros próprios dessa exploração (vindimas, podas de árvores, colheita de frutos, etc.).
Dentro desta modalidade surgem também as chamadas casas de campo, com características arquitectónicas singulares, fazendo parte do meio ambiente de natureza rural.
A Graciosa é uma ilha essencialmente agrícola.
Mas, em face de um turismo integrado e sustentável, há necessidade de se tomar em consideração a presença e conjugação de SOL, MAR e TERRA.
Assim surge o climatismo e o termalismo.
O termalismo, que existe na Graciosa, está sediado nas Termas do Carapacho. As águas que brotam das nascentes existentes, são de natureza minero-medicinais, radioactivas, e estão alicerçadas em reconhecimento científico, quer do ponto de vista clínico quer terapêutico.
Paralelamente, poderá utilizar-se a Talassoterapia com elementos de natureza marinha: algas, areias, jactos aquáticos, natação, piscinas ecológicas.
Outra potencialidade latente na área do Turismo em Espaço Rural surge-nos em áreas arbóreas com trilhos terrestres e pedestres.
Verificamos tais situações nas zonas de Feteira, Barro Branco, Boavista, Lagoa, Pinheiros e outros lugares aprazíveis que seria longo enumerar.
A recuperação de antigos pomares, velhos pomares de citrinos e outras espécies frutícolas, defendidos por paredes altas e com portões de entrada, alguns com desenho artístico, impõe-se cultural e turisticamente.
Tudo isso constitui um património salutar e altamente valioso.
Estamos convictos de que a nossa expectativa não será iludida e será positiva se for traduzida, de bom grado, em realizações efectivas no âmbito do Turismo em Espaço Rural.»
Disse
Leopoldo Vasconcelos Moniz 23 Fevereiro 2008
Praia da Graciosa

21 fevereiro 2008

Uma desilusão


E quando nós vemos um deputado da Graciosa subir à tribuna, pensamos que a nossa ilha vai ser falada e discutida.
Eis senão quando, o assunto, ao invés de ser a Graciosa, é, outra vez, estatística do desporto.

Depois do silêncio dos deputados Graciosenses do PS na discussão do Plano e Orçamento de 2008, que nada disseram no parlamento (ou em lado algum) em defesa da Graciosa, numa das mais que prováveis últimas oportunidades de intervir do deputado José Ávila (a média de intervenções por ano assim o diz), este, ao invés de falar da sua ilha e de defender as ambições dos da sua terra, fala de bolas e correrias. 

Para ser político não basta debitar números, é preciso iniciativa.

A frase da queixinha também é curiosa.
Diz, a páginas tantas:
"Trazemos estes dados até à Assembleia Legislativa porque não os vimos devidamente tratados na comunicação social, o que não deixa de ser uma pena."

Pois é, eu também tenho pena do que vou vendo acontecer à Graciosa. Deixo um pedido, preocupe-se com a estatística das dormidas em estabelecimentos hoteleiros na Graciosa, dos passageiros desembarcados, da regularidade da carga contentorizada, da perda de poder de compra, do aumento do desemprego, do índice de envelhecimento, da desertificação da Graciosa etc, etc, etc.

João Costa

Burgalhau

08 fevereiro 2008

Carnaval 2008 - algumas observações

Se tivesse de escolher um título para resumir alguns dos momentos mais altos do Carnaval da Graciosa 2008 as possibilidades seriam, obviamente, mais que muitas…

Por mero(s) exemplo(s), salvaguardando a hipótese de não serem os mais felizes:

- É Carnaval, ninguém leva a mal… Será? ou por que não: - "Brincadeiras" para todos os gostos e feitios!!!

- (E porque, tal como se costuma dizer, não há duas sem três): que tal Carnaval - No Comment!

Ou ainda: -"Senhor, perdoem-lhes, eles não sabem o que fazem!".

Gostaria, muito rapidamente, de dizer, apenas o seguinte:

- Aos três escalões vencedores: Os meus parabéns!

- A todos os que não tiveram a sorte de ser os "felizes contemplados" com o já tão comentado certificado/Diploma (!?): peço desculpa à Associação Cultural Moinhos Selvagens, mas desvalorizem. FORAM TODOS VENCEDORES!

Preservar a tradição cultural? Promover o convívio entre as pessoas? Incentivar a criatividade, a imaginação? Óptimo! Mas será que isso não é o que todos os envolvidos têm vindo a fazer, ao longo de tantos anos?

E deixem-me dizer-vos; mais uma vez, esses objectivos foram plenamente atingidos, graças ao empenho de todos, novamente este ano! Esta Ilha, como todos saberão melhor do que eu, já possui um vasto e reconhecidíssimo currículo no que toca à preservação daquela que é a verdadeira tradição de Carnaval, onde todos se divertem, exibindo e partilhando o que de melhor conseguiram fazer, sem "galões", classificações ou outras complicações!

Resumindo: A intenção desta Associação, recém-criada, pode ser muito boa, estão em causa metas muito importantes, sem dúvida, mas falhou o alvo ao escolher este tipo de iniciativa para (des)promover(!), lamentavelmente, o já promovido!. Melhores oportunidades virão, espero.

Temo que este formato de "pseudo-concurso", venha a provocar efeitos secundários ou outros danos colaterais relativamente à (des)promoção da motivação para os anos vindouros. Por favor, não deixem que isso aconteça! Como diz a música " Bota um sorriso na cara e manda embora a solidão". Critérios à parte, P'ró ano há mais.

- Estou muito triste, enquanto mãe e espectadora passiva deste Carnaval -Graciosa 2008.

- PIOR: não sou só eu quem está triste, mas sim todos os Graciosenses, pois tanto na passada Sexta-feira como no Domingo, vivemos momentos, nesta terra, dignos, em qualidade, a algumas boas horas de directo no nosso canal regional (para não pedir mais), mas, aparentemente, nem direito a um efémero segundinho em diferido tivemos!

Fiquei, confesso, muito tristinha enquanto mamã, mais ou menos babada, que sou, pois terminado o desfile, construído com tanto carinho pelos alunos e professores do Pré-Escolar e Primeiro Ciclo, cheguei a casa, carreguei no botão do telecomando para ver as notícias e vi as criancinhas de todas as ilhas com direito a desfile de Carnaval, menos as da Graciosa. O pior é que "subjectividades à parte" o desfile da Graciosa tinha sido francamente superior aos outros das ilhas eleitas - vá-se lá saber por quem - para aparecer no pequeno ecrã. Portanto, se a questão não se pode explicar com a eventual falta de qualidade, uma vez que os factos comprovam precisamente o inverso - e não é imodéstia - o que justificará tamanha indiferença ???!!!

A todo o "pessoal" do "Balão", do Pré-Escolar e Primeiro Ciclo, obrigado e os meus sinceros PARABÉNS! ESTAVAM LINDOS ESTE ANO!

Rute Costa

Cartaz do voleibol feminino deste fim de semana.


28 janeiro 2008

Pedido de desculpas aos enfermeiros do Centro de Santa Cruz da Graciosa

Depois de um comentário, publicado neste blog, à "Carta aberta aos Graciosenses", que foi retirado pela Direcção desta Rádio, por considerar conter termos ofensivos à classe dos Enfermeiros, foi-nos enviado o seguinte esclarecimento do seu autor que passamos a publicar a seu pedido".

"Eu sou o Observador e venho por este meio pedir desculpa aos Senhores Enfermeiros do Centro de Saúde de Santa Cruz da Graciosa porque num momento de extrema pressão psicológica escrevi palavras que são ofensivas e que não são verdadeiras, peço que compreendam a minha atitude e que me perdoem, acho que a vossa profissão é nobre e os Senhores são óptimos enfermeiros, porque sei que o são. Peço desculpa também à população da Graciosa porque tais palavras foram ditas num momento de grande tensão.Bem Hajam."

Nuno Miguel
(está devidamente identificado pela Rádio Graciosa)

22 janeiro 2008

Muito tempo

Em Maio de 2007 o Governo Regional voltou a prometer aos pescadores Graciosenses a melhoria das suas condições de trabalho, nomeadamente através da colocação de pontões no porto de pescas da praia.

Dizia o Sub-Secretário das Pescas que até ao final do mês de Maio o concurso seria lançado, garantindo que até ao final do ano (2007), o Porto de Pesca da Graciosa receberia os seus pontões.

Pois é, estamos já em 2008 e continua a obra do porto de pescas da Graciosa por concluir.

Aliás, não deixa também de ser curiosa a placa do Prodesa colocada na entrada da Praia da Graciosa, onde se lê sobre o início da obra: 3 de Maio de 2004, e conclusão contratual para 3 de Julho de 2005 (fica a foto para melhor ilustrar).

Curioso, obras a decorrer em pleno ano eleitoral, receita de aparente sucesso político dos seus dinamizadores.

Mas mais curioso ainda, obras inacabadas durante uma legislatura, e que se prolongam para o decorrer de novo ano eleitoral, quatro anos mais tarde, numa tentativa de, mais uma vez, procurar os proveitos do folclore do betão.

Disse Abraham Lincoln: "Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar toda a gente o tempo todo"

Esta máxima do célebre Presidente Americano, devia fazer parte do quotidiano dos políticos desta região. E estes já deviam saber que o povo é soberano, pelo que o devem respeitar e não tentar enganar.

É claro que com um orçamento elevado e publicidade bem feita podem sempre tentar enganar toda a gente o tempo todo, dizia Joseph Levine. Só que este era um produtor de filmes e não um génio político devoto da democracia, pelo que seria aconselhável ficarem-se pela noção de que não é mesmo possível enganar todos o tempo todo.

E o tempo todo é todo o tempo desta legislatura que vai de 2004 a 2008, em que a Graciosa viu o seu futuro cada vez mais hipotecado à prosápia dos políticos da fachada e dos soundbites com que bombardeiam o dia-a-dia do povo desta terra.

O tempo é pois de vida nova, de novas ideias e de novas politicas, assumidas por outros protagonistas, distantes o suficiente de compromissos mais ou menos comprometedores de uma luta sincera e abnegada pelo sucesso deste povo, e dos seus filhos.

João Costa

18 janeiro 2008

Transportes continuam sem solução para a ilha Graciosa

Que os transportes aéreos e marítimos, de carga ou de passageiros, não servem a Graciosa e não contribuem para o seu desenvolvimento, já não é novidade para ninguém, como o confirmam o facto de na passada terça-feira já se ouvir dizer que o navio porta contentores não escalava o nosso porto esta semana, acertando assim as viagens regulares à Ilha Graciosa, ou ainda, o facto da transportadora aérea regional SATA ter cancelado um voo com destino à Graciosa para que o avião fosse levar os passageiros ao Faial, para não falar do voo ao Domingo ou de tantas outras situações que podíamos lembra aqui.
O Sr. Secretário Regional da Economia, de visita à nossa ilha para assinar o auto de concessão da importante obra a realizar no porto comercial da Graciosa, viajou para esta em avião privado alugado para esse fim, quando no dia seguinte tínhamos um voo de manhã e outro ao fim do dia para os que não podem dormir na Graciosa. Bem sei que será por questões de agenda, contudo não deixa de ser curioso ser este o senhor que é o responsável pela SATA.
O responsável pelos Transportes é o mesmo responsável pelo Turismo, e vem de avião privado, demonstrando que não tem respeito por ninguém. Não admira que os horários não sirvam os interesses dos graciosenses, nem aos que nos querem visitar.
As respostas dadas à Rádio Graciosa pelo Sr. Secretário Regional da Economia não convenceram ninguém.

Santa Cruz da Graciosa, 17 de Janeiro de 2008

Luís Henrique Silva